A expressão “cultura maker” está cada vez mais em pauta nas discussões sobre os novos rumos da educação. Além disso, vem ganhando inúmeros adeptos em todo o mundo. Neste texto, você irá conhecer o que significa esse termo e alguns motivos para adotar essa filosofia também em sua instituição de ensino. Acompanhe!

O que é Cultura Maker?

O conceito de cultura maker está diretamente ligado à ideia já bastante conhecida em inglês como “Do it Yourself” (DIY). Ou, em português, “faça você mesmo”. Trata-se da filosofia de que as pessoas são capazes de pensar, projetar e construir seus próprios produtos, tornando-se parte do processo de produção e, assim, aumentando seu vínculo com o objeto. Esse pensamento surgiu nos anos de 1960, originando uma onda de independência, principalmente entre os jovens da época.

No entanto, com os avanços tecnológicos e a facilidade para a compra de recursos, atualmente a cultura maker está sendo cada vez mais associada à produção de máquinas e de utensílios eletrônicos. Ou seja, para além das aulas que envolvem montagem de objetos, maquetes e hortas, surgem novos projetos com o uso de celulares e impressoras 3D, por exemplo.

Cultura Maker nas escolas

Para ajudar no desenvolvimento de habilidades ligadas ao raciocínio, à coordenação motora e à lógica, as escolas podem explorar os conceitos da cultura maker e incentivar os alunos a deixar a imaginação fluir para desenvolver ferramentas e pequenos aparelhos. 

Nesse sentido, as aulas de informática e robótica são exemplos de disciplinas que podem ser responsáveis por promover a possibilidade de os estudantes desenvolverem esse lado do conhecimento.

Benefícios para os alunos

Para os alunos, a cultura maker vai além de apenas ensiná-los a construir coisas. Isso porque eles aprendem, durante a infância e a adolescência, a serem mais autônomos e proativos. Essas características também são cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho e, para as crianças, aprendê-las enquanto ainda estão na escola contribui para que sejam profissionais ainda mais completos no futuro. 

Além disso, os alunos despertam em si mesmos o sentimento de serem protagonistas de suas produções. Dessa maneira, eles vão criando uma relação maior de confiança com os seus próprios trabalhos e compreendem que são capazes de pensar, de elaborar e de produzir de forma autônoma.

A partir da cultura maker, ainda, os estudantes lidam com as frustrações, desenvolvem o pensamento crítico e aprendem a valorizar o trabalho e o esforço alheio. Por fim, apesar dessa prática ser bastante associada ao trabalho manual e autônomo, o contato em sala de aula permite que os alunos valorizem mais o trabalho coletivo e entendam que nem sempre será possível fazer tudo de forma individual.

Modernização da escola

A cultura maker vai ao encontro às ideias de modernização das escolas e da adoção de novos rumos para o Ensino Fundamental e Médio. Afinal, como está associada ao conceito de produções utilizando utensílios digitais e tecnológicos, a cultura maker ajuda a despertar nos estudantes e nos professores a necessidade de adesão às novas tecnologias, inclusive para serem usadas durante o processo de aprendizado dos alunos.

Diferencial na grade curricular

Frente à crescente importância dos conceitos e do reconhecimento dos benefícios que a cultura maker traz aos alunos, as escolas que se capacitarem para oferecer aulas que trabalhem com essas atividades estarão se diferenciando daquelas que não as oferecerem. Assim, as instituições tornam o seu ensino ainda mais completo e dedicado a formar profissionais e adultos mais engajados e independentes.

Mudança para o futuro

A geração de estudantes que tem contato com os ensinamentos proporcionados pela cultura maker tende a crescer mais consciente, inclusive em relação ao consumo e à quantidade de lixo produzido por cada ser humano, por exemplo. Portanto, além de capacitar os alunos para o mercado de trabalho e desenvolver habilidades socioemocionais, ela ajuda a mudar o jeito de pensar a relação entre as pessoas e os meios em que elas vivem.

E não se esqueça que investir em melhorias físicas na escola e na capacitação do corpo docente garante que os estudantes tenham um contato de qualidade com as novas tecnologias e com o desenvolvimento do lado criativo e explorador de cada um.

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