O estudo de idiomas é cada vez mais valorizado na sociedade atual. Trata-se de um caminho para se destacar profissionalmente, além de gerar diferentes oportunidades de comunicação. Para facilitar o processo de aquisição de uma língua estrangeira, vale a pena recorrer à educação bilíngue.

Com um segundo idioma associado às etapas educacionais, há uma imersão profunda nele. Dessa forma, os estudantes aprendem de uma forma prática, completa e natural.

É comum haver dúvidas sobre quando é o momento certo para ser introduzido a essa possibilidade de aprendizado. A seguir, veja qual é a melhor idade para dar início à educação bilíngue.

Existe um momento ideal para começar o aprendizado?

O cérebro das crianças é como uma esponja, pois é capaz de absorver uma grande quantidade de informações. Graças às conexões neurais, os conhecimentos são consolidados e, muitas vezes, levados para o resto da vida.

Do ponto de vista da comunicação, isso é exatamente o que ocorre com a língua materna. Os pequenos são expostos o tempo inteiro a um idioma e, então, começam a adquiri-lo de maneira completa. A partir da aquisição de vocabulário e do entendimento sobre as estruturas, constitui-se a natividade na língua.

Com a educação bilíngue, acontece de maneira parecida. A exposição inicial a um segundo idioma estimula, ao máximo, o processo cognitivo. Na prática, as crianças que entram em contato desde cedo com duas línguas adquirem ambas como se fossem uma só.

Em geral, até os 6 anos, o cérebro dos pequenos consegue processar dois idiomas simultaneamente. Ao final dessa fase da infância, há a consolidação do aprendizado, e ele, provavelmente, durará a vida inteira. Na prática, é como se a criança tivesse duas línguas maternas.

Há restrições quanto ao momento de iniciar os estudos?

Como os primeiros anos de vida são cercados de conhecimentos e processos complexos, é comum haver dúvidas sobre o momento de introduzir a educação bilíngue. No entanto, não há restrições nesse sentido — pelo contrário.

Para explorar toda a plasticidade e a capacidade de absorver aprendizados, o recomendado é que o ensino de outra língua ocorra desde cedo. Não existe nenhum problema ou necessidade de adaptação se o processo acontecer já nos primeiros anos de vida.

Porém, é essencial que tudo seja alinhado. A obtenção de conhecimento tem que ser ativa, o que exige uma metodologia estruturada. Dessa forma, há margem para aproveitar as possibilidades na infância.

Como ocorrem os processos ao longo da infância?

Com o desenvolvimento, as crianças passam por várias etapas de aprendizado. Isso faz os elementos de inserção de um novo idioma serem diferentes ao longo do tempo, de modo a garantir a fluência dentro do esperado.

Até 2 anos, o estudante-mirim está na primeira infância e nos processos iniciais de aquisição de conhecimento. Ele ainda não consegue formular frases nem mesmo na língua materna, o que exige uma etapa mais simples de transmissão do aprendizado. Em geral, são utilizadas atividades lúdicas e processos de memorização, os quais garantem a assimilação de conceitos.

Dos 2 aos 6 anos, o pequeno tem entendimento sobre a maneira de se comunicar. Com o passar do tempo, ele se sente seguro para exprimir ideias e formar sequências lógicas. Estar diante da educação bilíngue desde cedo permite que esses primeiros passos ocorram nos dois idiomas.

Dos 6 anos em diante, o cérebro passa a aprender os dois idiomas de modo separado. Porém, a consolidação prévia proporciona que a gramática das duas línguas já esteja formada nele. A partir dessa fase, é possível começar a colocar em prática atividades específicas de aprendizado e avaliação, o que garante o entendimento sobre os temas de maneira completa.

Qual é o papel da escola bilíngue?

Para funcionar, a educação bilíngue tem que ser feita de maneira estruturada. Não basta colocar a criança diante de muitos vocabulários ou estimular que certas regras sejam decoradas. O essencial é a integração com as atividades do cotidiano. Assim, o idioma se torna uma ferramenta para o ensino, em vez de ser apenas uma disciplina que se deseja estudar.

Por isso, é fundamental recorrer a uma escola que ofereça um programa bilíngue. Com toda a estrutura necessária, ela permite que os resultados sejam consolidados de modo mais eficaz. Na sequência, veja qual é a relevância do papel desse tipo de instituição de ensino.

Adoção de material pedagógico

Imagine tentar aprender um segundo idioma sem ter o vocabulário exigido para cada etapa. Ou, então, ficar apenas em verbetes, sem nunca saber como aplicá-los. Sem um bom programa, é mais difícil chegar a um resultado satisfatório. Portanto, a escola deve utilizar um recurso pedagógico de qualidade.

O material didático tem que ser elaborado com base no processo de aprendizagem para cada idade e nível de conhecimento. Assim fica fácil construir os pilares com a finalidade de consolidar a fluência.

Ensino de outras disciplinas

Como visto, a segunda língua não configura uma matéria em uma escola bilíngue. Na verdade, trata-se de uma ferramenta de apoio para a obtenção de conhecimento. Então, ela pode ser usada para garantir que os elementos necessários sejam consolidados.

A fim de ampliar a ambientação e a formação dos estudantes, diversas disciplinas são ensinadas no segundo idioma. O principal resultado dessa abordagem é que deixa de existir uma “divisão” entre as duas línguas, o que favorece a prática no cotidiano.

Integração ao cotidiano

Acima de tudo, o papel de uma escola que oferece programa bilíngue é facilitar a integração do segundo idioma na rotina. Graças a essa alternativa, a aquisição de conhecimento se torna natural e efetiva.

Então, a instituição deve realizar atividades de diversos tipos, como trabalhos, apresentações, manifestações culturais, e assim por diante. Para os mais novos, as abordagens lúdicas fazem a diferença a fim de gerar um bom resultado.

A educação bilíngue pode e deve ser iniciada tão cedo quanto possível. A exposição a uma língua estrangeira desde os primeiros anos facilita a conquista da fluência, além de tornar o aprendizado mais consolidado.